A paz mundial começa na Palestina[1]
Venha conhecer e debater conosco o atual contexto político da Palestina e das demais nações árabes, que nas últimas décadas têm servido de pretexto para uma verdadeira carnificina patrocinada pelas maiores potências militares do planeta. Saiba por que a paz mundial começa na Palestina.
De um lado, governantes fantoches que submetem seus povos à humilhação, a serviço dos interesses do Ocidente; de outro, líderes patriotas tratados pela imprensa mundial como criminosos ou fanáticos, pelo “crime” de defender a soberania árabe em seu território.
Isso não é de hoje. O final da Segunda Guerra Mundial representou para o povo árabe-palestino o início de um drama que já atravessa sessenta anos e ainda não dá sinais de um breve final.
Além dos interesses coloniais voltados para o Oriente Médio (localização geopolítica estratégica, riquezas minerais, maiores reservas de petróleo do planeta, terras férteis e culturas milenares), os herdeiros do Império Britânico e do colonialismo francês se encarregaram de decidir o destino dos povos árabes então dominados por eles, tendo como foco a partilha de territórios prósperos como o da Palestina milenar.
Entre as décadas de 1950 e 1990, houve um importante movimento de libertação dos povos árabes. O início se deu com o saudoso líder socialista Gamal Abdel Nasser, no Egito (depois República Árabe Unida), morto misteriosamente em 1970. Seus seguidores tentaram por mais duas décadas levar a causa da União Árabe, mas os inimigos, patrocinados pelas potências ocidentais, conseguiram abortar o projeto de soberania árabe unida.
A invasão do Líbano por Israel, a invasão do Iraque por tropas da OTAN e aliados em 1991 e 2003 (levando à morte líderes nacionalistas como Saddam Hussein, inimigos declarados dos governos ocidentais), a intervenção militar na Argélia para impedir a posse de um líder político eleito democraticamente só por ser declaradamente anti-imperialista, além do patrocínio de guerras fraticidas entre países árabes e países muçulmanos (guerra Irã-Iraque) são provas de que os “democratas” do Ocidente só querem o sangue e o petróleo árabes. A paz que eles querem é a dos túmulos.
A morte do líder palestino Yasser Arafat, confinado em Gaza por tropas israelenses, em 2003, reascendeu a altivez dos povos árabes, que aos poucos foram se levantando até fazerem a verdadeira Primavera Árabe (não aquela patrocinada pela OTAN e que armou mercenários para depor governos inimigos do Ocidente, como o de Muammar Gadafi, na Líbia).
Os povos árabes (e particularmente o palestino) não estão sós. Milhões de homens e mulheres livres pelo mundo são solidários à sua luta. Os partidos internacionalistas, anti-imperialistas e verdadeiramente socialistas estão irmanados nesta luta. Faça parte desta corrente de cidadãos libertários e participe das atividades programadas por nossas entidades.
Sábado, dia 26 de novembro, às 19 horas, no Centro de Convenções do Pantanal Miguel Gómez, Rua Domingos Sahib, s/nº - Porto Geral – em Corumbá - MS – palestra-debate com Antar Mohammed, Membro da Sociedade Árabe-Palestino-Brasileira de Corumbá, e Alejandro Iturbe, Membro da Comissão Política da LIT-QI e Editor da Revista Correio Internacional.
[1] Sociedade Árabe-Palestina Brasileira de Corumbá / Grupo Cultural Árabe-Palestino de Corumbá / Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) / Liga Internacional dos Trabalhadores (LIT-QI) /Fórum Permanente de Entidades Não Governa mentais de Corumbá e Ladário (FORUMCORLAD) / Organização de Cidadania, Cultura e Ambiente (OCCA Pantanal) / Pacto Pela Cidadania / Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e Pela Vida (Comitê de Corumbá e Ladário).